A busca pela verdade ou, por um conhecimento mais polido da realidade, como preferir, deve ser aberto a questionamentos e inclusive ao ceticismo rigoroso. O ceticismo deve servir para autocritica, inclusive. Ademais, não nos convém como intelectuais, buscarmos a verdade, se apresentamos uma postura fechada em arrogância defendendo nossas crenças da verdade como se fossem dogmas. Se, assim o fizermos, estaremos cometendo os mesmos erros que tendemos a criticar.
Porém, mesmo assim, devemos ter a noção que há conhecimentos tácitos, como os da física, os quais são objetivos, e podemos defender em certo grau, diga-se de passagem, elevado. Nestes casos podemos ter a convicção de defendê-los. Max Weber, um dos mais influentes pensadores das ciências sociais, afirma que a ética do cientista é, a ética da convicção absoluta, do tudo ou nada, da ação racional voltada a valores. Mas, devemos constantemente estar abertos à crítica bem fundamentada em evidências. E como nos lembra Carl Sagan, apresente uma evidência que a ciência está errada e o cientista irá abandonar sua crença errônea da verdade e vai voltar a estudar sobre o tema, tornando assim a ciência uma metodologia de autocorreção e mais, um modo de pensar.


