Mostrando postagens com marcador Sociologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sociologia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, maio 01, 2026

1º de Maio não é "Dia do Trabalho"

Hoje não é Dia do Trabalho em abstrato. É Dia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores!

    Porque não é o “trabalho”, como ideia vazia, que move o mundo. São mulheres e homens concretos, enquanto classe trabalhadora, que produzem a riqueza social. São eles que transformam a natureza, operam máquinas, cultivam alimentos, ensinam, cuidam, constroem, transportam, limpam, pesquisam e sustentam a vida coletiva.

    Sem a classe trabalhadora, nada se move. Tudo o que existe carrega, em alguma medida, a marca do trabalho humano.

quinta-feira, março 19, 2026

Preservação do meio ambiente e guerras

Enquanto nós somos ensinados a "preservar o meio ambiente" não poluindo, economizando, reciclando, etc. líderes globais, em defesa de interesses que estão além das aparências, estão travando guerras destruindo o meio ambiente em grande escala.

Os bombardeios aos depósitos de petróleo e refinarias expõe o planeta a poluição massiva que sobrepõe qualquer ação individual em contexto microssocial. Além disso, os atos desumanos que acabam com a vida de civis totalmente alheios aos interesses egoístas e psicopatas da elite global. 

domingo, agosto 31, 2025

Livro Sobre pensar a realidade: ensaios filosóficos e sociológicos

    Neste mês de Agosto de 2025 lancei meu primeiro livro Sobre pensar a realidade: ensaios filosóficos e sociológicos. Com o objetivo de compartilhar pensamentos e reflexões que possam fazer com que os leitores possam pensar sobre a realidade.

    Há muito tempo eu vinha pensando em escrever uma obra que pudesse compartilhar conhecimentos e ideias sobre o mundo, mesmo que de maneira localizada. Portanto, esse ano, o sonho tornou-se realidade. Talvez, futuramente, mais obras literárias sejam publicadas. Por mais que haja, agora, uma única publicação, ainda não consigo associar a ideia de que eu possuo o status de autor, em breve talvez eu me acostume. Creio que deve ser uma sensação diferente a todo autor quando tem sua primeira obra publicada. 

    Neste novo cenário basta aguardar o impacto que este livro terá sobre os leitores e receber os retornos com suas opiniões sobre o conteúdo. Abaixo deixarei o link de onde o livro pode ser adquirido.

Editora UICLAP: https://loja.uiclap.com/titulo/ua114557/ 

Adicione seu livro no Skoob e faça sua resenha: https://www.skoob.com.br/sobre-pensar-a-realidade-122597542ed122600436.html



sábado, fevereiro 12, 2022

A necessidade de superar a apatia social

 

A NECESSIDADE DE SUPERAR A APATIA SOCIAL
 
Com o avanço das tecnologias, principalmente as de comunicações, constatamos um fenômeno paradoxal. Seria presumível conceber que a facilidade de comunicação facilitasse o engajamento social, e com isso o aumento do Capital Social. Somando esse fator com o acesso à informação conceberíamos um aumento do desenvolvimento pessoal. Mas, como dito, não é o que acontece.

Numa sociedade onde nada é feito para durar, conforme versa Zygmunt Bauman, a rapidez de mudança destas tecnologias reverbera na vida das pessoas, tanto em âmbito profissional, como nas relações sociais. Com o advento das redes sociais percebemos que as pessoas não geram mais vínculos, mas apenas conexões que podem ser facilmente desfeitas. Essa facilidade de romper, somada a falta de Inteligência Social, torna as relações humanas frágeis, líquidas, na perspectiva de Bauman.
 
Neste tipo de sociedade, onde se valoriza mais o ter do que o ser, é o que torna a profissão de professor algo extremamente importantíssimo. A atuação deste profissional deve instigar aos jovens a romper com este paradoxo do curto prazo como pensamento máximo de vida, bem como capacitá-los a pensar o mundo de modo mais engajado. Ensinar os estudantes a serem protagonistas de suas vidas, usando os recursos tecnológicos de forma saudável, este deve ser o papel docente nesta realidade cada vez mais individualista e desinteressada.
 
Ao desenvolver uma consciência de engajamento, respeito e uma postura curiosa para o mundo e a realidade social, fomentando a análise crítica é possível alterar este cenário de apatia, assim contribuindo para a (re)construção de valores sociais.
 
Autoral, 2021.

segunda-feira, março 30, 2020

Sobre a pandemia de Covid-19

SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19
Primeiramente é necessário esclarecer que jamais imaginava, factualmente em minha existência, viver uma pandemia global de grandes proporções. Era notório que estávamos vivenciando um momento em que a estrutura do sistema econômico estava em crise, e uma pandemia apenas veio para intensificar isso e nos mostrar os paradigmas, além de nos forçar a pensarmos em outra forma de conceber a sociabilidade humana.
Observei muitos neste momento de quarentena falando que a pandemia não vê classe social, de fato, biologicamente falando o vírus não escolhe classe para infectar. Entretanto, é necessário percebermos que a classe trabalhadora e os pobres são os que estão muito mais vulneráveis, devido ao seu acesso às condições materiais de sobrevivência, saúde, segurança financeira, etc.
Alguns defendendo o discurso ideológico de voltarmos à normalidade para salvaguardar a economia, momento em que me questiono: que economia? Há três anos o PIB está em 1%, 11 milhões de desempregados, isso soa como uma piada de mal gosto. Sinto tristeza em perceber que a lógica mercantil, como sempre, põe o capital num pedestal dourado em detrimento à vida. O que é mais importante? o lucro de poucos a curto prazo? ou a vida humana? Uma situação de pandemia nos obriga a fazer esta escolha.
Há uns anos havia escrito uma reflexão sobre a possibilidade de manter um pensamento capitalista e humanista simultâneamente, por definição. Parece que a pandemia de coronavírus reforçou a incompatibilidade entre esses dois posicionamentos. Enquanto os humanistas querem salvar às pessoas, os capitalistas querem salvar o capital.
Não devemos permitir que os discursos obscurantistas e o negacionismo da ciência deixem ações serem realizadas a contribuir para milhares, ou no pior dos cenários, milhões de mortes. Devemos ter a sobreidade de defendermos a ciência em tempos de crise, quem ignorou a ciência, em primeiro momento, está padecendo, observemos a Itália, por exemplo.
A quarentena e o isolamento social, neste momento, não deve ser encarada como um privilégio, mas como um direito social, um direito de resguardar a saúde e a vida. É muito mais fácil recuperar a economia falida do que pessoas mortas.
O Estado não pode se omitir diante da crise em que vivemos, ações deveriam ser tomadas para salvaguardar o acesso à saúde, alimentação, segurança e necessidades básicas à população em tempos de crise, não o inverso, na desculpa de salvar um sistema que está em crise há alguns anos.
Após a pandemia, quando passarmos por ela, devemos repensar a forma de sociabilidade. O egoísmo, a ganância, o individualismo não se sustentam mais. O coronavírus nos mostrou o quão interdependentes somos uns dos outros.
A todos, fiquem em suas casas, evitem o contato social, até passarmos esta crise. E que, após a passagem da mesma, posssamos pensar em uma nova forma de conceber a sociedade.

segunda-feira, agosto 28, 2017

Já postei!

No dia 19 de Agosto de 2017 fiz uma publicação, em meu perfil pessoal no Facebook, de uma reflexão acerca das redes sociais. Coincidentemente, na data de 28 de Agosto o canal de humor Porta dos Fundos fez uma sátira com a mesma situação. Aproveitando o momento, compartilho em meu blog a reflexão e o vídeo que corrobora com a reflexão. 

segunda-feira, abril 24, 2017

Líquidas Relações







A seguir, uma breve reflexão embasada diretamente do livro Amor Líquido: sobre a fragilidade das relações humanas, do sociólogo Zygmunt Bauman.

Nas líquidas relações modernas, os indivíduos não buscam mais, de maneira desinteressada, compartilhar mutuamente alegrias e felicidades provindas do contexto social. Ao contrário, apenas partilham das incertezas, tristezas e angústias.

Anseiam por individualizar os prazeres e socializar as insatisfações da vida social. Socializam as desgraças e infortúnios, mas se apropriam do bem-estar, fruto da coletividade.

Na Modernidade Líquida, igualmente líquida são as relações humanas. Estas se mantêm superficiais, para serem facilmente descartadas; perde-se a consciência de manter relações na tristeza, na pobreza, na saúde, na doença etc... É na manutenção das relações líquidas que as pessoas evitam o engajamento a longo prazo, têm medo e insegurança de se manterem conectadas por muito tempo, porque neste tipo de relação deve-se abdicar da superficialidade e da perspectiva de consumo, que não está mais nas relações Ser—Objeto, mas também nas relações Ser—Ser.

Querem as relações somente na alegria, enquanto atendem aos interesses individuais. E, devido ao fluxo constante de informações, sem abstrações, a liquidez torna-se mais evidente e “aceitável”. Neste aspecto, temos a sensação de que algo está errado, mas não sabemos exatamente o quê.

Através da óptica de consumo, enormemente enraizada pela ideologia mercantil, as próprias relações humanas são comercializadas/consumidas, baseadas no ter/possuir/consumir e não no ser/compartilhar/existir.

É na crítica da liquidez das relações humanas que devemos encontrar meios para alterar esta superficialidade. Não devemos nos ater somente as reflexões, tampouco na busca pelos meios. Devemos buscar a síntese em relação a Modernidade Líquida. Após a ponderação ser feita e os meios encontrados, é necessário que coloquemos em prática as mudanças a fim de buscar relações mais sólidas.

*Atualizado em 26/04

quarta-feira, setembro 07, 2016

Em nome da Ética

Percebemos facilmente que no Brasil, de modo generalizado, as pessoas tem péssima qualidade em abstração nas ciências humanas! Embora muitas pessoas queiram mostrar-se como baluartes da moral e da ética.
A qualidade de abstração de humanas é pior do que em física, química e exatas em geral, porque bem ou mal, elas caem no vestibular, então as pessoas aprendem (ou memorizam) duas ou três coisas. Então, salvam-se. Não que humanas não estejam no vestibular, mas é de consenso que o que define a aprovação nele são as exatas.

Na hora de investigar o que as pessoas tem a dizer sobre questões de abstração, afinadas à questão moral, não percebemos muita qualidade filosófica. A ética é reflexão sobre a vida, é pensamento, é só sair na rua ou observar o senso comum que percebemos a incapacidade de compreensão apurada, filosófica, que é necessária a este debate.
Fala-se da importância da ética por todo lugar. Mas, lamentavelmente quem fala em nome dela não percebe que a ética pressupõe competência reflexiva, pressupõe repertório, pressupõe domínio de certos princípios que são da esfera do pensamento, da formação escolar e intelectual. Não adianta tampar o sol com a peneira. (Reflexão adaptada/embasada no curso de Ética do Dr. Clóvis de Barros Filho)

segunda-feira, agosto 22, 2016

"Corrente Orkutiana" — uma análise


Ontem participei de uma "corrente orkutiana", algumas pessoas participaram. A mesma consistia em oito respostas que seriam dadas que envolvessem a pessoa que comentasse qualquer coisa na publicação original. As respostas que envolviam:


- Primeira Impressão;
- Forma que conheci;
- Apelido que chamo;
- Nível de Proximidade (0 à 10);
- Se eu gosto da pessoa;
- Você é meu ou minha;
- Uma afirmativa sincera sobre;

quinta-feira, julho 28, 2016

Posturas Pedagógicas no Ensino

Em meio a polêmica do "Escola sem Partido" parece ser de extrema importância para que as pessoas de modo geral tenham acesso de como se dá o processo de ensino-aprendizagem, conhecer as formas de perceber a educação e atuação no ensino. Essas formas se dão através de tendências pedagógicas. 

O termo pedagogia de acordo com o dicionário Michaelis pode ser entendida como o estudo teórico ou prático das questões da educação, bem como o conjunto das ideias de um educador prático ou teorista em educação.

É neste contexto que este texto irá abordar de maneira breve e diferenciar as tendências pedagógicas na prática e na teoria da educação. Tendências que serão diferenciadas entre Liberais: tradicional, renovada progressivista, renovada não-diretiva, e tecnicista. Progressistas: libertadora, libertária, e crítico social dos conteúdos.

sexta-feira, julho 08, 2016

Desenvolvimento humano

É notável que o nós nos desenvolvemos e enfrentamos mudanças com o passar do tempo. O processo de desenvolvimento é vitalício e ocorre durante toda a vida do sujeito. Aliás, é preciso ficar claro que o "tempo" não causa nem determina o desenvolvimento. Ele apenas refere-se tão somente ao intervalo em que as mudanças ocorrem.
As mudanças estão relacionadas a qualquer alteração, modificação ou diferenciação na função ou no grau (intensidade, frequência) de um fenômeno ou processo no organismo do indivíduo.
Portanto, o desenvolvimento humano está sujeito tanto às condições e ocorrências históricas, sociais, culturais e contextuais de cada indivíduo, quanto às condições orgânicas, genéticas e hereditárias da pessoa.
Não podemos abordar estas questões de maneira simples, porque elas não são. Pois, "na ciência, quando o comportamento humano entra na equação, as coisas tornam-se não-lineares. É por isso que Física é fácil e Sociologia é difícil", de acordo com o astrofísico Neil deGrasse Tyson.

quarta-feira, maio 25, 2016

A Opinião Pública

Afinal, o que é "Opinião Pública"? aquela que as mídias e afins anunciam os resultados de pesquisa em opinião pública sobre determinados assuntos. Os institutos que são conhecidos no Brasil e fazem pesquisas neste sentido são o Ibope, Data Folha, IBGE... etc. Cujo partem da ideia de que a opinião pública é a somatória de opiniões individuais sobre temas por eles mesmos aferidos. Para Bourdieu este tipo de opinião não existe. 

Um ponto que tem que ser esclarecido é a definição de opinião, e a diferença para a opinião que é pública. Ex: a aula foi ruim; a comida está apetitosa, etc... — A especificidade da opinião pública em relação a simples opinião é que, a opinião pública terá por objeto temas que digam respeito a toda a cidade, toda a “polis”, temas “políticos” por tanto. 

domingo, maio 01, 2016

Dia do Trabalhador

O desejo dos intelectuais, os progressistas e humanistas ao menos, e das classes trabalhadoras, não é o de manutenção da sociedade atual, mas sim de sua superação! 


A visão demagógica do trabalho que nos é apresentada pela sociedade capitalista ou consumista (em sua organização econômica/social) não contribui de fato para a dignificação do trabalho humano. Por isso, devemos superar. Afinal, o principal objetivo do capitalista perante o trabalho, principalmente do trabalho dos outros, é o lucro e não o bem estar humano. Embora busca pelo lucro possa gerar indiretamente bem estar humano (dos que podem consumir), seu objetivo último é o lucro. 

Do gari ao médico, ambos são trabalhos dignos, que na visão humanista devem ser valorizados de maneira igual. A sociedade capitalista nos induz à pensar que o status do segundo é superior ao do primeiro, pois segundo os capitalistas, o doutor passou anos estudando e o lixeiro não merece ser igual ao primeiro porque não teve mérito para tal. Mas, como pesar na balança a igualdade de pessoas que iniciaram sua jornada de modo desigual? 

Alegam que a contribuição do médico é superior ao do gari, que só cata lixo, enquanto o outro salva vidas. Mas, paremos para pensar na função de ambos. Se ninguém recolhe o lixo das ruas, a sujeira acumulada pode proliferar doenças, observamos a idade média, onde muitas doenças haviam de fato ao lixo acumulado. Nesta perspectiva, o gari contribui na prevenção, enquanto o médico no tratamento. Ambos são trabalhos dignos e essenciais , porque temos que desmerecer um perante o outro? 

O trabalho é digno, todo o trabalho dignifica o homem, devemos encontrar um meio de alterar nossa percepção da relação do trabalho na sociedade, tanto na teoria, quanto na prática.

O Dia do Trabalhador, deve ser utilizado para a conscientização e humanização da humanidade. E não apenas de reprodução da demagogia capitalista perante o trabalho!

segunda-feira, abril 11, 2016

A neutralidade da mídia e televisão


Estamos constantemente sendo bombardeados por informações, comunicados e notícias da mídia, da televisão e agora na internet. As grandes mídias passaram a também utilizar a internet como meio de propagação de seu material. O que vem a seguir é algo muito pertinente sobre o assunto que estamos vivenciando.


“Não temo parecer ingênuo ao insistir que não ser possível pensar sequer em televisão sem ter em mente a questão da consciência crítica. É pensar em televisão ou na mídia em geral nos põe o problema da comunicação, processo impossível de ser neutro. Na verdade, toda a comunicação de algo, feita de certa maneira em favor ou na defesa, sutil ou explícita, de algum ideal contra algo e contra alguém, nem sempre claramente referido. Daí também o papel apurado que joga a ideologia na comunicação, no processo comunicativo. Seria uma santa ingenuidade esperar de uma emissora de televisão do grupo do poder dominante que, noticiando uma greve de metalúrgicos, dissesse que seu comentário se funda nos interesses patronais. Pelo contrário, seu discurso se esforçaria para convencer que sua análise da greve leva em consideração os interesses da nação.

Não podemos nos pôr diante de um aparelho de televisão “entregues” ou “disponíveis” ao que vier. Quanto mais nos sentamos diante da televisão — há situações de exceção, como quem, em férias, se abre ao puro repouso e entretenimento — tanto mais risco corremos de tropeçar na compreensão de fatos e de acontecimentos. A postura crítica e desperta nos momentos necessários não pode faltar.

O poder dominante, entre muitas, leva mais uma vantagem sobre nós. É que, para enfrentar o ardil ideológico de que se acha envolvida a sua mensagem na mídia, seja nos noticiários, nos comentários aos acontecimentos ou na linha de certos programas, para não falar na propaganda comercial, nossa mente ou nossa curiosidade teria de funcionar epistemologicamente todo o tempo. E isso não é fácil.

Mas, se não é fácil estar permanentemente em estado de alerta, é possível saber que, não sendo um demônio que nos espreita para nos esmagar, o televisor diante do qual nos achamos não é tampouco um instrumento que nos salva. Talvez seja melhor contar de um a dez antes de fazer a afirmação categórica que Wright Mills¹ se refere: “É verdade. Eu ouvi no noticiário das vinte horas”.

¹Wright Mills, La elite del poder. México: Fondo de Cultura Económica, 1945.

Extraído na Íntegra de:

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa. 51ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015.

quarta-feira, março 16, 2016

Consciência crítica e tipos de conhecimento

A palavra consciência, de acordo com o dicionário Michaelis é a capacidade que o homem tem de conhecer valores e mandamentos morais e aplicá-los nas diferentes situações. Mas, afinal o que é consciência? e quais são os tipos de conhecimento que o ser humano pode desenvolver?

Desde que passamos a questionarmo-nos acerca do mundo e do que presenciamos nele, a ciência, em especial a filosofia, estudam e tentam compreender a ação da consciência sobre nosso corpo e mente. Esse esforço reuniu as ciências, como psicologia, antropologia, sociologia e neuropsicologia, para uma sistematização teórica do tema. 

sábado, março 05, 2016

Educação e Sociedade

Neste, constará algumas reflexões sobre a relação da sociedade com a educação, que tive há alguns meses. E agora resolvi deixar registrada de forma de mais fácil acesso.

Pois bem, abordando o tema da relação da educação com sociedade percebemos que é um tema complexo e delicado, ainda mais do ponto de vista de como se define a educação e a sociedade, bem como entender sua interligação. Alguns autores vão defender que a educação é a preparação para a vida em sociedade, outros diriam que ela é uma instância da vida social, uma relação social, outros que é apenas uma preparação para o mercado de trabalho.

sexta-feira, fevereiro 19, 2016

A Caridade deve ser anônima; do contrário, é vaidade.

Antes da citação penso ser importante apresentar minhas considerações. Há muito tempo eu não comentava nada relacionado à religião. Ademais, minha posição é declaradamente em favor da ciência e seu método de autocorreção. 
Entretanto, após esta passagem em específico pensei ser oportuno e digna a reflexão ser publicada, muitos dos que se dizem cristãos deveriam de fato conhecê-la. Em tempos de consumismo extremo proporcionados graças ao sistema capitalista, podemos tomar esta pequena reflexão alegadamente feita por alguém chamado Jesus, supostamente datada de aproximadamente cerca de 2000 anos atrás; segundo a visão religiosa. Ao que aparenta; este homem apresentava muitos ideais que hoje poderiam ser comparadas ou identificados a uma visão socialista. Talvez até o chamariam de comunista — de maneira pejorativa — ou até mesmo o mandariam para Cuba. Esta citação em questão pode ser válida. Deveria em partes, nas coerentes, ser norteadora para os "Cristãos". 
Para quem professa fé Cristã: Este texto pode servir para reforçar esta fé e as atitudes coadunantes com o que está escrito. Mas deve-se ficar atento, para não ter uma postura hipócrita, discursar os pensamentos de Jesus e sobre suas atitudes, e fazer o oposto. Leiam atentamente a citação e façam jus a ela. Um dos pontos mais importantes é: expressar a fé sem interferir na liberdade alheia.
Para quem não professam fé cristã: Desconsiderem o caráter religioso desta, e atentem-se à reflexão humana do que se está abordando. A crítica ao ato da caridade nos ajuda a diferenciar as atitudes ditas "filantrópicas", mas que contém interesse de marketing pessoal e não sentimentalismo humano de ver o outro ser bem. 
O ponto muito importante da citação é a crítica que ela faz aos próprios religiosos que dizem ser religiosos mas, fazem-o por vaidade, por marketing pessoal e professam que seguem tais ensinamentos somente pela aparência que eles tem em âmbito social. Hipócritas, como versado na própria citação. No ponto que fala sobre professar a sua fé em silêncio e não nas praças públicas, Pode ser utilizada àqueles que acham que tem o dever de "converter" os outros para a sua fé, eles estão sendo hipócritas, segundo o próprio Jesus, e estão interferindo na liberdade alheia.  
A caridade deve ser anônima, do contrário é vaidade! As liberdades individuais não devem ser interferidas por preceitos religiosos — o Estado deve ser Laico — acredito que desta citação, pode-se fazer uma reflexão, independentemente de ser religioso ou não.

"Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 
Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade, eu vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 
Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: Eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. (BÍBLIA, Mateus 6:1-6. 16-18)

sexta-feira, janeiro 29, 2016

Buscando a verdade

A busca pela verdade ou, por um conhecimento mais polido da realidade, como preferir, deve ser aberto a questionamentos e inclusive ao ceticismo rigoroso. O ceticismo deve servir para autocritica, inclusive. Ademais, não nos convém como intelectuais, buscarmos a verdade, se apresentamos uma postura fechada em arrogância defendendo nossas crenças da verdade como se fossem dogmas. Se, assim o fizermos, estaremos cometendo os mesmos erros que tendemos a criticar.

Porém, mesmo assim, devemos ter a noção que há conhecimentos tácitos, como os da física, os quais são objetivos, e podemos defender em certo grau, diga-se de passagem, elevado. Nestes casos podemos ter a convicção de defendê-los. Max Weber, um dos mais influentes pensadores das ciências sociais, afirma que a ética do cientista é, a ética da convicção absoluta, do tudo ou nada, da ação racional voltada a valores. Mas, devemos constantemente estar abertos à crítica bem fundamentada em evidências. E como nos lembra Carl Sagan, apresente uma evidência que a ciência está errada e o cientista irá abandonar sua crença errônea da verdade e vai voltar a estudar sobre o tema, tornando assim a ciência uma metodologia de autocorreção e mais, um modo de pensar.

segunda-feira, janeiro 18, 2016

Função Social da Escola

O texto que vem a seguir é uma reflexão breve e superficial sobre a função social da escola.

FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA
Imagem em alusão ao clipe da música Another Brick In The Wall da banda Pink Floyd. Autor: Desconhecido

Quando pensamos em conhecimento e estudos é muito provável que imediatamente imaginemos da escola como um espaço em essência legitimado para o ensino/aprendizagem, tendo em vista que é uma instituição social historicamente bem estabelecida. Em quase sua totalidade a população vê a escola como formadora dos cidadãos preparando-os para a vida em sociedade, neste aspecto não teríamos muita dificuldade em definirmos o que é a escola, pois é senso comum este aspecto mencionado. Porém, tendo em vista que o senso comum não tem caráter de cientificidade, devemos fazer uma reflexão mais aprofundada sobre o óbvio do imaginário popular e iniciar um debate sobre qual é a função social da escola.

sábado, janeiro 02, 2016

Discursos em tempos de festividade



Agora que retornamos à calmaria, paramos de discursar, estamos novamente na zona de conforto e a sermos os mesmos individualistas e consumistas que éramos, porém agora com a consciência aliviada após discursar coisas humanistas num breve período de festividades, é hora de repensar o ocorrido. Este texto foi redigido influenciado por algumas conversas com pessoas estimadas no período das festividades de fim de ano de dois mil e quinze.

Evitei compartilhar esta reflexão coincidindo com estas datas justamente para não parecer "aqueles caras chatos que ficam a reclamar em todas as datas comemorativas". Nestas datas é possível observar algumas posturas provindas de pessoas, nas quais elenco estas: pessoas extremamente discursistas (os que apenas falam e nunca praticam), os humanistas de fato (divididos em dois grupos, os que apenas discursaram e os que farão acontecer), os que reclamam dos discursistas (estes fazem apenas "anti-discurso") e aqueles que tentam refletir as posturas acerca destes fenômenos sociais/culturais. Em caso de haver mais nuances e/ou correções acerca deste ponto, sinta-se convidado(a) a comentar e fazer uma crítica à este texto.

É comum nestas datas vermos os discursos já conhecidos histórica e culturalmente: “Vamos lutar no ano seguinte por uma sociedade justa, humana, igualitária; com paz e amor ao próximo, por uma sociedade livre de preconceitos”, em suma, discursos que almejam uma utopia social. Porém, aparentemente, as pessoas (de modo generalizado) não têm, de fato, consciência de quão importante seria se estes pensamentos fossem realizados na práxis (na prática, ação concreta). 

Talvez, o que nos impede de iniciar a práxis de fato, deve-se a vivermos numa realidade em que estamos sendo constantemente alienados pelo consumismo e fetichismo da mercadoria e somos induzidos a confundir estes com uma postura humanista, bem como apenas discursos humanistas atrapalhados pelo fetiche da mercadoria, o que é um fruto do consumismo e da super importância que dedicamos aos objetos/mercadorias, ao invés das relações humanas factualmente. 

Então, nestas datas é comum ver os discursos humanistas sendo apenas proferidos ao invés de praticados; em essência, a prática que se inicia é na verdade o consumismo maquiado de humanismo. Pior que o anterior são os discursos consumistas que nos são apresentados como sendo "humanistas" (Pseudo-humanismo), Amigo Secreto e Troca de Presentes são um bons exemplos de consumismo disfarçado de humanismo.

Esta reflexão levanta algo que eu preciso comentar às pessoas que têm uma visão reflexiva destas relações, que passam por uma espécie de tortura mental, pois mesmo alertadas pelo ceticismo, visão crítica de mundo, teorias, pensadores e outros mais, às vezes não conseguem se libertarem de ser participantes deste paradigma; e no caso de estarem fazendo parte, é a falta da práxis dos intelectuais, na grande maioria dos casos, que os torna meros discursistas. O grande diferenciador destas relações é a práxis, à qual pouco se observa.

Espero que esta breve reflexão tenha feito você, leitor (a), a repensar suas convicções acerca de seus posicionamentos sobre estas datas festivas. A reflexão é importante, pois assim ampliamos nosso entendimento, ou buscamos pelo entendimento do mundo. Neste caso, me refiro a “mundo” enquanto relações sociais.