sábado, maio 02, 2026

Cosmos com Cosmos: Episódio 02 (Uma voz na Sinfonia Cósmica)

 

“Cosmos com Cosmos” é uma série de publicações composta por ensaios de Casey Dreier, originalmente publicados pela The Planetary Society e traduzidos com autorização da instituição. Os textos convidam o público a assistir e revisitar Cosmos, a clássica série apresentada por Carl Sagan.

    No segundo episódio de Cosmos, "Uma voz na sinfonia Cósmica", mudamos de escala: do imensamente grande para o imensamente pequeno — do cosmos para um microcosmo. Se o primeiro episódio tratava sobretudo da origem do universo e da compreensão de nosso lugar dentro dele, o segundo trata da origem das espécies e de nosso lugar na história caótica da vida na Terra.

    É uma progressão natural, especialmente em um programa sobre a “interconexão de todas as coisas”, como Sagan explicou no primeiro episódio. Não há exemplo mais belo disso do que a química molecular compartilhada por toda a vida na Terra. O fato de que os processos de replicação do DNA e de produção de proteínas sejam os mesmos nos seres humanos e no menor organismo unicelular — todos dirigidos pelo mesmo código molecular — continua sendo uma das percepções mais impressionantes da era moderna. Todos partilhamos a mesma herança. Todos viemos da mesma matéria.

sexta-feira, maio 01, 2026

1º de Maio não é "Dia do Trabalho"

Hoje não é Dia do Trabalho em abstrato. É Dia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores!

    Porque não é o “trabalho”, como ideia vazia, que move o mundo. São mulheres e homens concretos, enquanto classe trabalhadora, que produzem a riqueza social. São eles que transformam a natureza, operam máquinas, cultivam alimentos, ensinam, cuidam, constroem, transportam, limpam, pesquisam e sustentam a vida coletiva.

    Sem a classe trabalhadora, nada se move. Tudo o que existe carrega, em alguma medida, a marca do trabalho humano.

sábado, abril 25, 2026

Cosmos com Cosmos: Episódio 01 (Os limites do Oceano Cósmico)


“Cosmos com Cosmos” é uma série de publicações composta por ensaios de Casey Dreier, originalmente publicados pela The Planetary Society e traduzidos com autorização da instituição. Os textos convidam o público a assistir e revisitar Cosmos, a clássica série apresentada por Carl Sagan

    A tela, está cheia de estrelas. Repleta delas, na verdade. Notas isoladas de piano, seguidas pelo som de cordas suaves, emergem em nossa consciência. As estrelas se movem, ganhando aos poucos complexidade e forma, deslizam lentamente, com graça. Nossa visão é interrompida apenas pelos títulos simples: “Cosmos. Por Carl Sagan. Uma Viagem Pessoal.”

    É difícil imaginar o impacto dessa abertura sobre os primeiros espectadores da série, em 1980. O espaço havia voltado com força à cultura popular com o lançamento de Star Wars três anos antes, seguido por Star Trek: The Motion Picture, The Empire Strikes Back e Alien, todos elevando o nível dos efeitos especiais e da experiência cinematográfica. Mas, em vez de competir com esses filmes de ficção científica cheios de ação e grande orçamento, Cosmos tomou o caminho oposto. Está mais para 2001 do que para Star Wars, avançando com confiança em um ritmo deliberadamente sereno.

    Essa abertura, ao mesmo tempo contida e ousada, nos diz desde o primeiro instante que o programa será sobre mais do que apenas aquelas estrelas passando diante de nós. Será um programa sobre ideias. Sobre nossa luta para nos definirmos dentro da imensidão. Sobre como o programa nos fará sentir coisas, e não apenas nos dirá coisas, com a ajuda de imagens e músicas cuidadosamente escolhidas. Ele não fugirá da emoção, da reverência e do assombro — uma escolha que, tristemente, ainda o torna único entre os programas científicos até hoje.

quarta-feira, abril 22, 2026

O pensamento crítico incomoda porque liberta


Desde tempos imemoriais, alguns seres humanos criticam a alienação e a falta de ímpeto para investigar e compreender o mundo de forma racional e crítica. Em cada momento da história, parece haver dilemas em que se repetem a ignorância e a mera repetição de discursos.

    O dilema, creio, do nosso tempo parece ser o excesso de informações e, sobretudo, a desinformação. O acesso a muito conteúdo não se traduz necessariamente em inteligência e sabedoria. Apenas repetir informações que são recebidas não é um sinal de pensamento crítico independente. Essa repetição de ideias torna-se um mecanismo de reprodução acrítica.

quinta-feira, março 19, 2026

Preservação do meio ambiente e guerras

Enquanto nós somos ensinados a "preservar o meio ambiente" não poluindo, economizando, reciclando, etc. líderes globais, em defesa de interesses que estão além das aparências, estão travando guerras destruindo o meio ambiente em grande escala.

Os bombardeios aos depósitos de petróleo e refinarias expõe o planeta a poluição massiva que sobrepõe qualquer ação individual em contexto microssocial. Além disso, os atos desumanos que acabam com a vida de civis totalmente alheios aos interesses egoístas e psicopatas da elite global.