segunda-feira, agosto 22, 2016

"Corrente Orkutiana" — uma análise


Ontem participei de uma "corrente orkutiana", algumas pessoas participaram. A mesma consistia em oito respostas que seriam dadas que envolvessem a pessoa que comentasse qualquer coisa na publicação original. As respostas que envolviam:


- Primeira Impressão;
- Forma que conheci;
- Apelido que chamo;
- Nível de Proximidade (0 à 10);
- Se eu gosto da pessoa;
- Você é meu ou minha;
- Uma afirmativa sincera sobre;

quinta-feira, julho 28, 2016

Posturas Pedagógicas no Ensino

Em meio a polêmica do "Escola sem Partido" parece ser de extrema importância para que as pessoas de modo geral tenham acesso de como se dá o processo de ensino-aprendizagem, conhecer as formas de perceber a educação e atuação no ensino. Essas formas se dão através de tendências pedagógicas. 

O termo pedagogia de acordo com o dicionário Michaelis pode ser entendida como o estudo teórico ou prático das questões da educação, bem como o conjunto das ideias de um educador prático ou teorista em educação.

É neste contexto que este texto irá abordar de maneira breve e diferenciar as tendências pedagógicas na prática e na teoria da educação. Tendências que serão diferenciadas entre Liberais: tradicional, renovada progressivista, renovada não-diretiva, e tecnicista. Progressistas: libertadora, libertária, e crítico social dos conteúdos.

sexta-feira, julho 08, 2016

Desenvolvimento humano

É notável que o nós nos desenvolvemos e enfrentamos mudanças com o passar do tempo. O processo de desenvolvimento é vitalício e ocorre durante toda a vida do sujeito. Aliás, é preciso ficar claro que o "tempo" não causa nem determina o desenvolvimento. Ele apenas refere-se tão somente ao intervalo em que as mudanças ocorrem.
As mudanças estão relacionadas a qualquer alteração, modificação ou diferenciação na função ou no grau (intensidade, frequência) de um fenômeno ou processo no organismo do indivíduo.
Portanto, o desenvolvimento humano está sujeito tanto às condições e ocorrências históricas, sociais, culturais e contextuais de cada indivíduo, quanto às condições orgânicas, genéticas e hereditárias da pessoa.
Não podemos abordar estas questões de maneira simples, porque elas não são. Pois, "na ciência, quando o comportamento humano entra na equação, as coisas tornam-se não-lineares. É por isso que Física é fácil e Sociologia é difícil", de acordo com o astrofísico Neil deGrasse Tyson.

terça-feira, junho 07, 2016

A existência


Aqui consta duas pequenas reflexões, a primeira só trará perguntas e não respostas. A segunda, apenas apontará a um pensamento reflexivo sobre nossa concepção do mundo, de maneira existencialista. A vinculação da imagem de Matrix não é apenas coincidência, aliás, a trilogia Matrix levanta questões filosóficas muito pertinentes.


JORNADA EXISTENCIAL

Parece-me correto afirmar que o ser humano, conforme exista, acumula experiências que marcam sua jornada existencial e influencia diretamente na sua formação moral/ética.

Se somos produtos de nossas experiências — sejam de qual natureza for; Social, Psíquica, Biológica... etc. Então nosso julgamento de bom e mau, certo e errado e etc... juntamente do abstração sobre a própria existência e o convívio social faz parte necessária destas experiências, específicas já vividas? Se tivéssemos experiências totalmente diferentes, nosso modo de perceber/ponderar/julgar o mundo seria radicalmente alterado?

Em qual ponto das formas do ser humano perceber sua existência são realmente próprias, abstraídas ou simplesmente reproduzidas, de forma alienada? E afinal, o que é consciência?


CONTINUIDADE DE PROGRAMA

Estamos tão acostumados com a ideia de viver numa continuidade de programa, alienados, que quase nunca percebemos os detalhes e a graciosidade da vida. Parece que em nossa arrogância, nós humanos, ignoramos toda a natureza ao nosso redor, a ponto de não apreciar o belo voo de uma borboleta, por exemplo. Parece que somos convencidos a conceber o mundo unicamente através da lógica consumista, assim alimentando um pensamento que nos faz esquecer que não somos únicos, tampouco superiores a nenhuma outra espécie, apenas temos sorte de poder refletir sobre a existência, nesta jornada evolutiva.

quarta-feira, maio 25, 2016

A Opinião Pública

Afinal, o que é "Opinião Pública"? aquela que as mídias e afins anunciam os resultados de pesquisa em opinião pública sobre determinados assuntos. Os institutos que são conhecidos no Brasil e fazem pesquisas neste sentido são o Ibope, Data Folha, IBGE... etc. Cujo partem da ideia de que a opinião pública é a somatória de opiniões individuais sobre temas por eles mesmos aferidos. Para Bourdieu este tipo de opinião não existe. 

Um ponto que tem que ser esclarecido é a definição de opinião, e a diferença para a opinião que é pública. Ex: a aula foi ruim; a comida está apetitosa, etc... — A especificidade da opinião pública em relação a simples opinião é que, a opinião pública terá por objeto temas que digam respeito a toda a cidade, toda a “polis”, temas “políticos” por tanto. 

domingo, maio 01, 2016

Dia do Trabalhador

O desejo dos intelectuais, os progressistas e humanistas ao menos, e das classes trabalhadoras, não é o de manutenção da sociedade atual, mas sim de sua superação! 


A visão demagógica do trabalho que nos é apresentada pela sociedade capitalista ou consumista (em sua organização econômica/social) não contribui de fato para a dignificação do trabalho humano. Por isso, devemos superar. Afinal, o principal objetivo do capitalista perante o trabalho, principalmente do trabalho dos outros, é o lucro e não o bem estar humano. Embora busca pelo lucro possa gerar indiretamente bem estar humano (dos que podem consumir), seu objetivo último é o lucro. 

Do gari ao médico, ambos são trabalhos dignos, que na visão humanista devem ser valorizados de maneira igual. A sociedade capitalista nos induz à pensar que o status do segundo é superior ao do primeiro, pois segundo os capitalistas, o doutor passou anos estudando e o lixeiro não merece ser igual ao primeiro porque não teve mérito para tal. Mas, como pesar na balança a igualdade de pessoas que iniciaram sua jornada de modo desigual? 

Alegam que a contribuição do médico é superior ao do gari, que só cata lixo, enquanto o outro salva vidas. Mas, paremos para pensar na função de ambos. Se ninguém recolhe o lixo das ruas, a sujeira acumulada pode proliferar doenças, observamos a idade média, onde muitas doenças haviam de fato ao lixo acumulado. Nesta perspectiva, o gari contribui na prevenção, enquanto o médico no tratamento. Ambos são trabalhos dignos e essenciais , porque temos que desmerecer um perante o outro? 

O trabalho é digno, todo o trabalho dignifica o homem, devemos encontrar um meio de alterar nossa percepção da relação do trabalho na sociedade, tanto na teoria, quanto na prática.

O Dia do Trabalhador, deve ser utilizado para a conscientização e humanização da humanidade. E não apenas de reprodução da demagogia capitalista perante o trabalho!

segunda-feira, abril 11, 2016

A neutralidade da mídia e televisão


Estamos constantemente sendo bombardeados por informações, comunicados e notícias da mídia, da televisão e agora na internet. As grandes mídias passaram a também utilizar a internet como meio de propagação de seu material. O que vem a seguir é algo muito pertinente sobre o assunto que estamos vivenciando.


“Não temo parecer ingênuo ao insistir que não ser possível pensar sequer em televisão sem ter em mente a questão da consciência crítica. É pensar em televisão ou na mídia em geral nos põe o problema da comunicação, processo impossível de ser neutro. Na verdade, toda a comunicação de algo, feita de certa maneira em favor ou na defesa, sutil ou explícita, de algum ideal contra algo e contra alguém, nem sempre claramente referido. Daí também o papel apurado que joga a ideologia na comunicação, no processo comunicativo. Seria uma santa ingenuidade esperar de uma emissora de televisão do grupo do poder dominante que, noticiando uma greve de metalúrgicos, dissesse que seu comentário se funda nos interesses patronais. Pelo contrário, seu discurso se esforçaria para convencer que sua análise da greve leva em consideração os interesses da nação.

Não podemos nos pôr diante de um aparelho de televisão “entregues” ou “disponíveis” ao que vier. Quanto mais nos sentamos diante da televisão — há situações de exceção, como quem, em férias, se abre ao puro repouso e entretenimento — tanto mais risco corremos de tropeçar na compreensão de fatos e de acontecimentos. A postura crítica e desperta nos momentos necessários não pode faltar.

O poder dominante, entre muitas, leva mais uma vantagem sobre nós. É que, para enfrentar o ardil ideológico de que se acha envolvida a sua mensagem na mídia, seja nos noticiários, nos comentários aos acontecimentos ou na linha de certos programas, para não falar na propaganda comercial, nossa mente ou nossa curiosidade teria de funcionar epistemologicamente todo o tempo. E isso não é fácil.

Mas, se não é fácil estar permanentemente em estado de alerta, é possível saber que, não sendo um demônio que nos espreita para nos esmagar, o televisor diante do qual nos achamos não é tampouco um instrumento que nos salva. Talvez seja melhor contar de um a dez antes de fazer a afirmação categórica que Wright Mills¹ se refere: “É verdade. Eu ouvi no noticiário das vinte horas”.

¹Wright Mills, La elite del poder. México: Fondo de Cultura Económica, 1945.

Extraído na Íntegra de:

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa. 51ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015.