sábado, janeiro 02, 2016

Discursos em tempos de festividade



Agora que retornamos à calmaria, paramos de discursar, estamos novamente na zona de conforto e a sermos os mesmos individualistas e consumistas que éramos, porém agora com a consciência aliviada após discursar coisas humanistas num breve período de festividades, é hora de repensar o ocorrido. Este texto foi redigido influenciado por algumas conversas com pessoas estimadas no período das festividades de fim de ano de dois mil e quinze.

Evitei compartilhar esta reflexão coincidindo com estas datas justamente para não parecer "aqueles caras chatos que ficam a reclamar em todas as datas comemorativas". Nestas datas é possível observar algumas posturas provindas de pessoas, nas quais elenco estas: pessoas extremamente discursistas (os que apenas falam e nunca praticam), os humanistas de fato (divididos em dois grupos, os que apenas discursaram e os que farão acontecer), os que reclamam dos discursistas (estes fazem apenas "anti-discurso") e aqueles que tentam refletir as posturas acerca destes fenômenos sociais/culturais. Em caso de haver mais nuances e/ou correções acerca deste ponto, sinta-se convidado(a) a comentar e fazer uma crítica à este texto.

É comum nestas datas vermos os discursos já conhecidos histórica e culturalmente: “Vamos lutar no ano seguinte por uma sociedade justa, humana, igualitária; com paz e amor ao próximo, por uma sociedade livre de preconceitos”, em suma, discursos que almejam uma utopia social. Porém, aparentemente, as pessoas (de modo generalizado) não têm, de fato, consciência de quão importante seria se estes pensamentos fossem realizados na práxis (na prática, ação concreta). 

Talvez, o que nos impede de iniciar a práxis de fato, deve-se a vivermos numa realidade em que estamos sendo constantemente alienados pelo consumismo e fetichismo da mercadoria e somos induzidos a confundir estes com uma postura humanista, bem como apenas discursos humanistas atrapalhados pelo fetiche da mercadoria, o que é um fruto do consumismo e da super importância que dedicamos aos objetos/mercadorias, ao invés das relações humanas factualmente. 

Então, nestas datas é comum ver os discursos humanistas sendo apenas proferidos ao invés de praticados; em essência, a prática que se inicia é na verdade o consumismo maquiado de humanismo. Pior que o anterior são os discursos consumistas que nos são apresentados como sendo "humanistas" (Pseudo-humanismo), Amigo Secreto e Troca de Presentes são um bons exemplos de consumismo disfarçado de humanismo.

Esta reflexão levanta algo que eu preciso comentar às pessoas que têm uma visão reflexiva destas relações, que passam por uma espécie de tortura mental, pois mesmo alertadas pelo ceticismo, visão crítica de mundo, teorias, pensadores e outros mais, às vezes não conseguem se libertarem de ser participantes deste paradigma; e no caso de estarem fazendo parte, é a falta da práxis dos intelectuais, na grande maioria dos casos, que os torna meros discursistas. O grande diferenciador destas relações é a práxis, à qual pouco se observa.

Espero que esta breve reflexão tenha feito você, leitor (a), a repensar suas convicções acerca de seus posicionamentos sobre estas datas festivas. A reflexão é importante, pois assim ampliamos nosso entendimento, ou buscamos pelo entendimento do mundo. Neste caso, me refiro a “mundo” enquanto relações sociais.

quinta-feira, dezembro 24, 2015

Consciência de dependência

Texto extraído na íntegra de Blog Palavras Aleatórias, autor: Carlos Siqueira A seguir seguirão algumas pontuações minhas, réplica do autor e tréplica minha. (que podem ser encontrados também na publicação original.

"Já é sabido que todos os dias alguém de casa caminha com “meu” cachorro, já é sabido que todos os dias ele “cobra” para que andemos com ele, e já é sabido que isso faz parte de um condicionamento. Esta é a parte triste.

terça-feira, dezembro 22, 2015

As Escolas devem ser Laicas

Este é um terreno bastante delicado. A questão da liberdade religiosa, a partir do iluminismo, século XVIII, houve uma progressiva separação da religião e do Estado. A criação do Estado laico permitiu a liberdade religiosa, pois antes disso a religião do rei tinha de ser a religião dos súditos. Por isso as inúmeras guerras religiosas, cada grupo matando o outro em nome de Deus. A partir, então, do século XVIII, a escolha religiosa passou a ser uma questão de espaço privado. O estado deixou de se preocupar com isso, permitindo a cada um a escolha ou não de sua crença.


Assim, a escola pública é laica, isto é, não tem uma religião em especial. Na prática significa que a escola não deve fazer propaganda dessa ou daquela denominação religiosa, não deve obrigar os alunos a praticar certos tipos de rituais, não deve julgar os alunos pelas suas crenças. Isso significa que, a rigor, na escola pública não deve haver símbolos de qualquer credo religioso. Se houver um, então todos deverão ter o mesmo direito. Isso afeta inclusive o ensino religioso nas escolas.

sábado, dezembro 12, 2015

Fetiche da Mercadoria

Texto extraído na íntegra de: SARTRE, Jean Paul. O que é subjetividade? 1 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015. p. 29 - 31 (As notas no final são minhas considerações e/ou apresentações de definições).


(...) a fetichização da mercadoria[1] que faz com que a mercadoria apareça como tendo certas propriedades que ela não tem. Essa fetichização da economia aparece como resultado do processo do capital e, por conseguinte, quando vemos uma mercadoria fetichizada, quando nós mesmos, embora alertados pela teoria marxista, tomamos essa mercadoria que vamos comprar como fetichizada, quando a consideramos um fetiche, limitamo-nos a fazer o que a realidade exige que façamos, pois, em certo nível, ela é objetiva e realmente fetichizada. Nesse momento, como se percebe a realidade subjetiva parece sumir completamente, pois o portador das relações econômicas as realiza como deve realizá-las no nível em que ele se encontra, e a ideia que ele tem delas limita-se a refleti-las no mesmo nível em que se encontra a práxis[2]; ou seja, que o negociante e o comprador nesse nível imediato tomarão essa mercadoria como fetichizada, mesmo que o economista ou o marxista, em outro plano, percebam que essa fetichização é, na realidade, uma transformação decorrente do processo do capital. Por isso alguém como Lukács[3] pode propor uma teoria da consciência de classe inteiramente objetiva, segundo uma dialética objetiva e, se ele parte da subjetividade, será apenas para remetê-la ao sujeito individual, concebido como fonte de erros ou apenas de realização inadequada. Com Lukács, será considerado, sobretudo, que a consciência de classe é mais ou menos desenvolvida, mais ou menos clara, mais ou menos obscura, mais ou menos contraditória, mais ou menos eficaz, apenas pelo fato de a classe considerada pertencer, direta ou indiretamente, ao processo essencial de produção. Por exemplo, no pequeno-burguês, a consciência de classe será objetivamente vaga, obscura e nunca poderá, por razões que Lukács explica, chegar a uma verdadeira consciência de si[4], ao passo que o proletariado, profundamente inserido no processo de produção, pode ser levado pela realidade que é o seu trabalho, uma total tomada de consciência de classe.

Essa concepção ordena o objetivismo a ponto de fazer desaparecer toda subjetividade e, assim, até nos fazer cair em um idealismo, idealismo sem dúvida dialético, idealismo no qual se partirá da condição material, mas, mesmo assim, idealismo[5]. Ora, não é verdade que Marx, ou o marxismo, se prestem a este papel. Há textos cuja ambiguidade decorre de sua profundidade, mas não são textos a serem interpretados como se o pan-objetivismo fosse a finalidade precisa do marxismo. É bastante sensível em textos como a Introdução à crítica da economia política, em que Marx escreve: "Assimo como em toda ciência histórica ou social em geral, nunca se deve esquecer, a propósito do avanço das categorias econômicas, que o sujeito - no caso, a sociedade burguesa moderna - é conhecido, tanto na realidade quanto na mente, que as categorias exprimem, portanto formas de existência, condições de existências determinadas, quase sempre em simples aspectos particulares desta determinada sociedade, desse sujeito, e, por conseguinte, essa sociedade só começa a existir, também do ponto de vista científico, a partir do momento em que ela é tratada como tal"[6]. É claro que "existência" não quer dizer aqui existencialismo ou existência no sentido existencialista[7]. Não se trata de extrair dos textos um sentido que eles não têm, mas isso nos remete ao homem total. Porém, qual é este homem total? Os senhores sabem que nos textos do jovem Marx, assunto que ele retoma depois, o homem total se define por uma dialética de três termos: necessidade, trabalho, prazer. 

Logo, se quisermos compreender, segundo Marx, o conjunto da dialética da produção, é indispensável primeiro voltar ao fundo, e o fundo é o homem que tem necessidades, que procura satisfazê-las, isto é, produzir e reproduzir sua vida pelo trabalho, e que consegue, segundo o processo econômico disso resultante, chegar ao prazer mais ou menos imperfeito, mais ou menos atrofiado, mais ou menos total[8](...)"

[1] Fetichização da mercadoria é o modo que o filósofo Karl Marx denominou o fenômeno social e psicológico onde as mercadorias aparentam ter uma vontade independente de seus produtores. Segundo Marx, o fetichismo é uma relação social entre pessoas midiatizada por coisas. O resultado é a aparência de uma relação direta entre as coisas e não entre as pessoas. As pessoas agem como coisas e as coisas, como pessoas. Ou seja, o fetiche seria algo "místico" que a mercadoria possui, influenciando gostos, impondo padrões e criando necessidades que antes não tínhamos.

[2] Práxis é a ação concreta em ocorrência. No caso do texto a reflexão acerca do que é a mercadoria e sua importância é determinada pela ação que ela produz em sua relação de compra/troca dentro do sistema que gere o capital, ou seja, o capitalismo. 

[3] György Lukács filósofo húngaro nascido em 1885, influenciado por Kant no início de sua carreira, após encontrar-se com Hegel, tornou-se marxista.

[4] Neste ponto vale lembrar a reflexão que Simone de Beauvoir fez, na qual ela questiona como alguém privilegiado pode pensar sua própria situação? O pequeno-burguês está dentro de uma ideologia na qual ele por ser beneficiado de modo razoável financeiramente falando e ao mesmo tempo não ser parte da grande burguesia não consegue observar as diferenças de classe sem o ponto de vista da ideologia capitalista, a qual a própria Simone aponta a dificuldade em legitimar esta, quando apontando à universalização dela e suas demagogias. 

[5] Note que neste ponto Sartre faz uma crítica ao idealismo marxista.

[6] Note que aqui Marx afirma claramente que não podemos esquecer o avanço que tais categorias, em nosso caso a burguesia moderna, nos proporcionaram. E, que mesmo da óptica científica a sociedade capitalista começa a existir assim que ela é tratada como tal.

[7] Existencialismo ou pensamento existencialista é quando colocamos o indivíduo (ser humano) com suas características que lhe são próprias como parte da especulação filosófica, colocando a pessoa junto com a realidade e suas interpretações dela, a grosso modo.

[8] Nesse ponto ao considerar homem total e versar que mesmo através da relação econômica do trabalho, o homem não consegue chegar ao estágio final de prazer total e tornar-se um homem completo, afinal, a fetichização da mercadoria acaba nos tirando do foco do nosso próprio trabalho juntamente com o processo de alienação. 

segunda-feira, dezembro 07, 2015

Opiniões & Opiniões 2


Em referência ao texto Opiniões & Opiniões estou fazendo uma "parte 2" dele, mas numa perspectiva bem pessoal. Então desde já fica claro que esta parte dois é apenas uma autocritica em referência ao primeiro que de certo modo já tinha sido bem pessoal. Mas, vamos lá!

Como ser senciente tenho opiniões, e quero poder ler uma obra ou um acontecimento e após refletir sobre o mesmo ter o poder de expressar um pensamento e ideia sobre este e fazer socialização dela ao ponto de gerar debates, principalmente conscientização. Porém, para formar uma opinião é um processo atribulado, partindo do pressuposto do qual este texto foi escrito de que formar um pensamento que extrapole o senso comum¹ devemos evitar pensamentos ilógicos, preconceituosos e errôneos. Sendo assim a preocupação é que consiga formar uma opinião que desenvolvida através de qualquer meio como: escrita, debates, conversas... etc... que seja expressado corretamente no ponto em que não há como deixar a socialização da ideia a gerar mal interpretações, logo, num processo de escrita coerente, um exemplo é a forma de expressar as ideias, se escreve de maneira em primeira pessoa, narrativa, descritiva para os outros? Muitas vezes em minhas escritas há alternâncias entre escrever em primeira pessoa e "para os outros". 

A opinião expressa nunca deve ser uma verdade absoluta, mas pode ser bem embasada do ponto de vista lógico e racional para se defender como uma opinião racional/científica que mais se aproxime da realidade.  Sendo assim, num tempo futuro poder reler tais opiniões e fazer autocritica, não tenho medo de que eu discorde do que já expressei, isso significa que eu me desenvolvi, desde que eu não cometa erros de passar a opinar de maneira a discordar da realidade e da racionalidade. O processo de formação de opinião é turbulento dependendo do assunto abordado, são muitas variáveis a serem consideradas, principalmente nas opiniões que são relativas às ciências humanas, como ciências sociais, políticas, filosóficas dentre outras, pois nestas o formador de opinião não tem um laboratório e pode condensar os dados para um processo de experimentação num laboratório assim como as ciências exatas, conforme já fiz publicação no texto: Sociologia em busca da Verdade: Sociologia como ciência. É óbvio que as ciências humanas tem dados, informações e fatos a considerar para fundamentar seus pensamentos, mas as variáveis são tantas e o formador de opinião, que é o observador dos fatos e da realidade faz parte do objeto de estudo no qual quer opinar. 

Espero sinceramente que um dia, eu consiga formar opiniões e influenciar positivamente as pessoas independentemente da quantidade, mas pensando na qualidade e de maneira assertiva assim como muitos escritores, filósofos e cientistas que admiro o fizeram. 

¹ Senso Comum - É um saber que não se baseia em métodos ou conclusões científicas, e sim no modo comum e espontâneo de assimilar informações e conhecimentos úteis no cotidiano. | Senso comum é também o modo de pensar da maioria das pessoas, são noções comumente admitidas pelos indivíduos.

domingo, dezembro 06, 2015

Opiniões & Opiniões

Faz um certo tempo em que eu estava a refletir a respeito das opiniões que expressamos por meio de qualquer forma de interação social. E, finalmente decidi escrever algo sobre e, o interessante disto é que vai ser uma opinião, uma opinião sobre opiniões.


Por sermos um ser social por essência, as nossas opiniões e/ou pensamentos são compartilhadas através da interação social, diálogo, narrativa, escrita e etc... Sempre voltada ao "outro". Este texto é relacionado principalmente a opinião política e de certo modo, a educação. Também um texto opinão sobre opiniões. 

Desde 2015 muitos uma parcela considerável de brasileiros passaram da acomodação política ao debate político e ideológico, iniciaram a exposição de suas perspectivas e crenças políticas, sejam elas feitas por: reflexões próprias, estudos e assimilação ou adquiridas de outras e apenas reproduzidas.

Há claramente um embate ideológico renascendo e muitas opiniões são expostas de vários modos, seja através de debates, conversas, diálogos, por meio de suas redes sociais e através de mídias como a internet, por exemplo. Mas, não é somente o embate político que gera opiniões, quaisquer assunto em que refletimos, parece uma necessidade intrínseca ao ser humano "ter uma opinião". Até aí tudo bem, mas o empecilho disto tudo é quando expressamos opiniões errôneas como se fossem verdades.

Muitas pessoas simplesmente vêm, ouvem ou leem algo de forma tão superficial e já saem expressando uma opinião com características prontas, superficialistas e com um caráter de verdades absolutas. Neste ponto, devemos redobrar a atenção e nos recordarmos ou buscar na história de nossa civilização para percebermos que muitas de nossas verdades absolutas (dogmas) foram desmistificados sistematicamente, e hoje já não acreditemos nestes. Um exemplo de verdade absoluta foi a Terra plana e a consideração de que éramos o centro do Universo.

Bom, mas o que isso tem haver com o que este texto anseia por refletir? Tudo! afinal, justamente o fato de que nós não vivemos em um mundo onde há verdades absolutas e há a faliabilidade humana, mostra-nos que não devemos defender uma opinião superficial, circular, auto-confirmatória, sem verificá-la através do ceticismo, ou seja, ao fazer isso podemos facilmente cometer erros, e sermos reprodutores de opiniões erradas, preconceituosas e com discursos de ódio.

O que se tem sido observado nas redes sociais e nas opiniões de massa é justamente o fato de que as pessoas (ingênuas), tem opiniões prontas sobre assuntos em que são ignorantes, literalmente ignorantes, ignorantes porque elas ignoram, não leem, não conhecem, mas tem uma opinião formada principalmente sobre aquilo que elas não entendem.

Estas pessoas costumam ter medo, ódio daqueles que imaginam ser seus "inimigos", e expressam opiniões carregadas de preconceito, xenofobia e ódio. Na iminência de alguém que pensa diferente, estas alegam não entender porque o outro pensa diferente, e acha que o problema é com o outro. Estas, demonizam alguns campos do conhecimento, por serem ignorantes e não serem capazes de fazer uma crítica mais complexa, estas copiam e passam adiante as opiniões de alguns outros "formadores de opinião" igualmente ignorantes, simplesmente repetem as ideias como se fossem suas. (Parágrafo embasado em FONSECA, 2015).

O lembrete que nos fica acerca deste breve texto é: Antes de formar opiniões e/ou ter opiniões sobre opiniões, busque ler, estudar e conhecer. Não devemos reproduzir de maneira simplista pensamentos já identificados como errôneos pela humanidade. E se você se encontrar diante de uma opinião em que você errou, admita o erro e corrija-se, não há nada de errado em fazer isso.

Observo que os que são mais criteriosos nas tomadas de opiniões, justamente pelo fato de pensar e por receio de ter alguma opinião incoerente sobre algo, são os que menos se manifestam. Os que demoram mais para expressar suas opiniões e mesmo assim, ficam fazendo auto-reflexão. E isso é extremamente saudável, aliás, evita que incoerências e discursos de ódio sejam repassados a diante. A dica é, seja criterioso, e quando for expressar sua opinião não recorra à ignorância.

segunda-feira, novembro 09, 2015

Carl Sagan Day | O Dia do Grande Cientista


O DIA DE CARL SAGAN - O DIA DO GRANDE CIENTISTA


Hoje é dia de Carl Sagan, em 09 de Novembro de 1934 nascia um dos maiores, senão o maior divulgador científico da história, falecido em 1996 inspirou e continua a inspirar gerações. Desenvolveu inúmeras atividades em prol da ciência e de sua divulgação, de fato um motivo de inspiração.

Carl Sagan até o presente momento foi e continua sendo minha maior inspiração nesta jornada pelo conhecimento, foi minha motivação quando criei e fundei o Ciência Sem Censura em 2011 que posteriormente tornaria-se o Grupo de Astronomia e Física Concórdia-SC.