domingo, agosto 31, 2025

Livro Sobre pensar a realidade: ensaios filosóficos e sociológicos

    Neste mês de Agosto de 2025 lancei meu primeiro livro Sobre pensar a realidade: ensaios filosóficos e sociológicos. Com o objetivo de compartilhar pensamentos e reflexões que possam fazer com que os leitores possam pensar sobre a realidade.

    Há muito tempo eu vinha pensando em escrever uma obra que pudesse compartilhar conhecimentos e ideias sobre o mundo, mesmo que de maneira localizada. Portanto, esse ano, o sonho tornou-se realidade. Talvez, futuramente, mais obras literárias sejam publicadas. Por mais que haja, agora, uma única publicação, ainda não consigo associar a ideia de que eu possuo o status de autor, em breve talvez eu me acostume. Creio que deve ser uma sensação diferente a todo autor quando tem sua primeira obra publicada. 

    Neste novo cenário basta aguardar o impacto que este livro terá sobre os leitores e receber os retornos com suas opiniões sobre o conteúdo. Abaixo deixarei o link de onde o livro pode ser adquirido.

Editora UICLAP: https://loja.uiclap.com/titulo/ua114557/ 

Adicione seu livro no Skoob e faça sua resenha: https://www.skoob.com.br/sobre-pensar-a-realidade-122597542ed122600436.html



sábado, setembro 14, 2024

Setembro Amarelo

 


Quando se trata de saúde é muito mais fácil imaginarmos situações relacionadas a saúde física. Procuramos médicos para auxiliar-nos nesse sentido. E, muitas vezes nesse pensamento "esquecemos" a saúde mental.

Tão importante quanto a saúde física, senão mais, é a saúde mental. Pense nisso!

Normalmente fazemos visitas anuais (rotina) a um Clinico Geral para acompanhamento e ninguém vê isso como sendo algo ruim. Mas, quando se trata de procurar ajuda psicológica muitos tem preconceito, associando como "loucura". Deveríamos ter o mesmo tratamento que os aspectos biológicos quando se trata questões neurológicas e psicológicas, assim como cuidamos do "corpo", não deveríamos esquecer da "mente", até porque a mente não é só algo que "controla o corpo", mas é o conjunto corpo/mente, cientistas sérios sabem que somos seres biopsicossociais, para estarmos bem precisa do conjunto funcionando bem.

Está tudo bem precisar de ajuda psicológica, ainda mais diante do modo de organização social que vivemos, que promove a exaustão como se fosse algo positivo.

Se precisar, busque ajuda! Seja corajoso! #SetembroAmarelo


quarta-feira, fevereiro 14, 2024

Opinioes & Opiniões 3

Após alguns anos, retorno para redigir um terceiro texto sobre Opiniões. O que me motivou foi uma série de interações que tive na internet, após retomar a divulgação de pensamentos e de ciência. Neste momento, enquanto escrevo este parágrafo introdutório, releio ambos os textos citados para evitar repetições e criar um cenário para aprofundar o debate.


No primeiro texto, abordei como as pessoas passaram a expor suas opiniões políticas (ou debate-las) sem o mínimo de bom senso e conhecimento. Desde então, muitos eventos marcantes ocorreram no cenário político nacional, como o impeachment da primeira presidente mulher do país, o acirramento do extremismo de ideias, a eleição de um representante da extrema direita em 2018 e a intensificação do ódio e preconceito político. O embate ideológico/político mencionado no primeiro texto intensificou-se. 

sábado, outubro 15, 2022

Dia dos Professores


Feliz dia dos professores!

Os bons professores tem compromisso com o conhecimento. Conhecimento este que deve ser humanizador e, também proporcionar reflexões e ações para a construção da nossa identidade enquanto pessoas humanizadas.

Mas, ao mesmo tempo que são educadores é certo que os professores engajados jamais deixam de ser estudantes, afinal de contas sempre estão buscando novas leituras, novos estudos e aprofundamento do seu repertório para a socialização com seus estudantes. Mas, para além da educação formal, educadores são para a vida e existência.

Com certeza, por quaisquer que sejam as experiências na educação formal, positivas ou negativas, na relação professor-aluno, ambos sairão aprendendo, com as positivas pelo exemplo e incentivo, e nas negativas para padrões que não devem ser repetidos e, por consequência, evitados.

Um feliz dia às pessoas que dedicam sua vida a compartilhar um pouco do que sabem nesta vastidão existencial que chamamos de vida! 


Vida longa e próspera à todos os professores e profissionais da educação!

sábado, fevereiro 12, 2022

A necessidade de superar a apatia social

 

A NECESSIDADE DE SUPERAR A APATIA SOCIAL
 
Com o avanço das tecnologias, principalmente as de comunicações, constatamos um fenômeno paradoxal. Seria presumível conceber que a facilidade de comunicação facilitasse o engajamento social, e com isso o aumento do Capital Social. Somando esse fator com o acesso à informação conceberíamos um aumento do desenvolvimento pessoal. Mas, como dito, não é o que acontece.

Numa sociedade onde nada é feito para durar, conforme versa Zygmunt Bauman, a rapidez de mudança destas tecnologias reverbera na vida das pessoas, tanto em âmbito profissional, como nas relações sociais. Com o advento das redes sociais percebemos que as pessoas não geram mais vínculos, mas apenas conexões que podem ser facilmente desfeitas. Essa facilidade de romper, somada a falta de Inteligência Social, torna as relações humanas frágeis, líquidas, na perspectiva de Bauman.
 
Neste tipo de sociedade, onde se valoriza mais o ter do que o ser, é o que torna a profissão de professor algo extremamente importantíssimo. A atuação deste profissional deve instigar aos jovens a romper com este paradoxo do curto prazo como pensamento máximo de vida, bem como capacitá-los a pensar o mundo de modo mais engajado. Ensinar os estudantes a serem protagonistas de suas vidas, usando os recursos tecnológicos de forma saudável, este deve ser o papel docente nesta realidade cada vez mais individualista e desinteressada.
 
Ao desenvolver uma consciência de engajamento, respeito e uma postura curiosa para o mundo e a realidade social, fomentando a análise crítica é possível alterar este cenário de apatia, assim contribuindo para a (re)construção de valores sociais.
 
Autoral, 2021.

A ação política na Modernidade Líquida


Com o avanço da virtualização da vida na era pós-moderna, ou como diria Zygmunt Bauman, na Modernidade Líquida, também igualmente virtual se tornam as ações e interações políticas. O que, em grande sentido, se torna um problema para a organização do Estado, na concepção weberiana moderna. Afinal de contas, esta virtualização tende a dificultar o engajamento social no mundo real.
 
No livro Cegueira Moral Zygmunt Bauman e Leonidas Donskis (2014) discutem sobre a crise política e a busca por uma linguagem de sensibilidade, uma vez que no mundo líquido moderno o que é enaltecido é o desengajamento e o aumento do individualismo substancial. Bem como, a discussão de como que o medo é utilizado como uma ferramenta de dominação, ao mesmo tempo em que ele gera indiferença e a perda da sensibilidade humanas.
 
Com um mundo cada vez mais individualista, onde os laços humanos são rompidos com facilidade, numa era de desengajamento real, na realpolitks, em que as relações são superficialidades em redes sociais virtuais. Onde o único compromisso é o descompromisso, fortalecido pela situação problema da ação coletiva, muitas vezes as manifestações que estão alinhadas ao interesse coletivo são taxadas (estereotipadas, numa perspectiva negativa, criada ideologicamente) de “comunismo”, onde qualquer pensamento mais voltado ao coletivo é taxado de forma pejorativa.
 
Neste cenário cada vez é mais difícil encontrar meios de voltar a engajar essas pessoas, a forma mais fácil é através de processos dialógicos envolvendo empatia e compaixão. Para que com isso novamente reacendemos a esperança e o diálogo a fim de transformar a realidade social.
 
REFERÊNCIAS
BAUMAN, Zygmunt. DONSKIS, Leonidas. Cegueira moral: perda da sensibilidade na modernidade líquida. Zahar, 2014.

segunda-feira, março 30, 2020

Sobre a pandemia de Covid-19

SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19
Primeiramente é necessário esclarecer que jamais imaginava, factualmente em minha existência, viver uma pandemia global de grandes proporções. Era notório que estávamos vivenciando um momento em que a estrutura do sistema econômico estava em crise, e uma pandemia apenas veio para intensificar isso e nos mostrar os paradigmas, além de nos forçar a pensarmos em outra forma de conceber a sociabilidade humana.
Observei muitos neste momento de quarentena falando que a pandemia não vê classe social, de fato, biologicamente falando o vírus não escolhe classe para infectar. Entretanto, é necessário percebermos que a classe trabalhadora e os pobres são os que estão muito mais vulneráveis, devido ao seu acesso às condições materiais de sobrevivência, saúde, segurança financeira, etc.
Alguns defendendo o discurso ideológico de voltarmos à normalidade para salvaguardar a economia, momento em que me questiono: que economia? Há três anos o PIB está em 1%, 11 milhões de desempregados, isso soa como uma piada de mal gosto. Sinto tristeza em perceber que a lógica mercantil, como sempre, põe o capital num pedestal dourado em detrimento à vida. O que é mais importante? o lucro de poucos a curto prazo? ou a vida humana? Uma situação de pandemia nos obriga a fazer esta escolha.
Há uns anos havia escrito uma reflexão sobre a possibilidade de manter um pensamento capitalista e humanista simultâneamente, por definição. Parece que a pandemia de coronavírus reforçou a incompatibilidade entre esses dois posicionamentos. Enquanto os humanistas querem salvar às pessoas, os capitalistas querem salvar o capital.
Não devemos permitir que os discursos obscurantistas e o negacionismo da ciência deixem ações serem realizadas a contribuir para milhares, ou no pior dos cenários, milhões de mortes. Devemos ter a sobreidade de defendermos a ciência em tempos de crise, quem ignorou a ciência, em primeiro momento, está padecendo, observemos a Itália, por exemplo.
A quarentena e o isolamento social, neste momento, não deve ser encarada como um privilégio, mas como um direito social, um direito de resguardar a saúde e a vida. É muito mais fácil recuperar a economia falida do que pessoas mortas.
O Estado não pode se omitir diante da crise em que vivemos, ações deveriam ser tomadas para salvaguardar o acesso à saúde, alimentação, segurança e necessidades básicas à população em tempos de crise, não o inverso, na desculpa de salvar um sistema que está em crise há alguns anos.
Após a pandemia, quando passarmos por ela, devemos repensar a forma de sociabilidade. O egoísmo, a ganância, o individualismo não se sustentam mais. O coronavírus nos mostrou o quão interdependentes somos uns dos outros.
A todos, fiquem em suas casas, evitem o contato social, até passarmos esta crise. E que, após a passagem da mesma, posssamos pensar em uma nova forma de conceber a sociedade.